sexta-feira, 19 de setembro de 2014


Renasce sempre das entranhas essa força estranha de se ter de amar, sem saber tramar força tamanha. Poder-se doar, ajudar e amenizar a dor do estranho sem medir valor tacanho, e sem desvalorizar o inexplicável. Acontece que, quando se ama recebe o favor afável e passa-se para o outro lado da trama maior a qual vai aliviar a própria dor singela do amante-mor, da sentinela, sem sentir nela a insignificância da pseudo-ânsia tragicômica à do semelhante em pauta. Portanto, nada falta. Ajudar a outrem é ajudar a si mesmo. Simples assim, como saborear feijão com torresmo. Para ser feliz há de ser serviçal. Na realidade há de ser absolutamente nada, após ser provado pelo sal a salmodiar simplesmente a vida, sem nada dela entender e sem se aborrecer com frase adquirida. Isto é ser tudo, o próprio sortudo à espera do futuro sobretudo, que sempre antecede o além da vida.

Ame assim, se for capaz.


Nenhum comentário:

Postar um comentário