Renasce sempre das entranhas essa força estranha de se ter de amar, sem
saber tramar força tamanha. Poder-se doar, ajudar e amenizar a dor do estranho
sem medir valor tacanho, e
sem desvalorizar o inexplicável. Acontece que, quando se ama recebe o favor
afável e passa-se para o outro lado da trama maior a qual vai aliviar a própria
dor singela do amante-mor, da sentinela, sem sentir nela a insignificância da pseudo-ânsia tragicômica à do semelhante
em pauta. Portanto, nada falta. Ajudar a outrem é ajudar a si mesmo. Simples
assim, como saborear feijão com torresmo. Para ser feliz há de ser serviçal. Na
realidade há de ser absolutamente nada, após ser provado pelo sal a salmodiar
simplesmente a vida, sem nada dela entender e sem se aborrecer com frase
adquirida. Isto é ser tudo, o próprio sortudo à espera do futuro sobretudo, que sempre antecede o além da vida.
Ame assim, se for capaz.
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